Foram quase 15 dias envolvidos nessa confusão toda. Entrei do dia 30/04/2010 ao dia 14/5/2010.
Muita coisa aconteceu neste período. Conheci pessoas maravilhosas, conheci histórias de vida e dedicação que até então seriam desconhecidas, ajudei e fui ajudado uma série de vezes.
A vida é caótica por natureza. Fazemos planos, levamos nossas vidas orientadas a trabalhar e aproveitar, mas de repente acontece qualquer coisa relacionada à nossa saúde, e percebemos como somos frágeis. O dono do Google é tão frágil quanto o mendigo que dorme debaixo de uma ponte. Somos todos seres humanos. Somos iguais. A genética é que nos dá variáveis para viver um pouco mais ou menos.
Se a vida é assim, por que custamos a entender que gastamos energia com coisas superficiais? Ansiedade e preocupações de forma excessiva prejudica. E normalmente o foco é nosso.
Nós que criamos os nossos próprios monstros.
Eu decidi encarar estes 14 dias da forma mais bem humorada possível. Levei na boa, até quando as notícias assustavam. Lógico, não sou de ferro, mas sabia que nestes momentos, minha família estaria ali para dar o suporte necessário. Mas busquei não criar monstros onde não precisava.
O bom humor é contagiante. Ilumina o ambiente, traz novas perspectivas de encarar a vida e os problemas. Ansiedade e preocupações acabam tendo consequências diferentes. As pessoas, com quem nos relacionamos, são tocadas por este sentimento e também mudam.
O que fica desta experiência?
Se você tiver que encarar um problema sério, como o meu, encare numa boa. Motive-se, anime-se. Desarme a bomba que você mesmo cria. Apoie-se nos familiares, amigos e na equipe de excelentes colegas e profissionais que o auxiliarão nessa jornada.
Esta experiência foi sobre isso. Não apenas para mostrar como um hospital pode ser um lugar bem diferente do que imaginamos. Mas para mostrar também que o bom humor e nossas próprias atitudes podem trazer resultados tão bons, que nem mesmo a ciência consegue explicar direito.
Vivemos na era do conhecimento e da colaboração. As experiências não precisam mais ser somente empíricas para que se tenha um sentimento. Compartilhe seus sentimentos e experiências. Na vida pessoal e no trabalho. Você tem muito a ensinar. E muito a aprender.
Nestes 14 dias deste meu “microdiário” da experiência no twitter, recebi o contato de quase 120 pessoas. Mais de 50 mensagens pessoais, de apoio. Sem contar outras mídias como Orkut e Facebook.
Obrigado a todos que me acompanharam.